LEIA ESTE POST AQUI: http://www.soumaeeagora.com/blogagem/85/
Sei que o dia para a postagem da Blogagem Coletiva – Sou a melhor mãe que posso ser já passou, mas como o blog não estava no ar, decidi escrever agora porque adorei o tema. Vamos lá:
Bem que podia. Mas bebês não vem com manual de instruções! Quando eu engravidei da Júlia, eu não esperava, não planejei, e comecei a me perguntar como seria depois que ela nascesse. Li muita coisa, conversei muito com minha mãe. E que maravilha, na teoria tudo são flores e belas flores. Estava preparada para ser uma super mãe. Após seu nascimento, baque! As coisas não seguiam necessariamente a mesma ordem na prática. Os choros não tem sempre o mesmo motivo em todos os bebês da mesma idade. O leite, pode não ser na quantidade que se deve ter. As visitas, podem não ser tão agradáveis como nas novelas. A reação de algumas pessoas queridas, podem não ser como você espera, e nem a sua. De início, bateu um certo desespero. Chorei, me angustiei! Vê-la chorar (e após todas as tentativas de fazê-la parar e não conseguir) fazia eu me sentir menos mãe. Como assim, eu era a mãe dela, deveria conseguir acalentá-la, mas muitas vezes a saída era a MINHA mãe.
Com o passar do tempo, algumas pessoas não acreditaram que eu saberia cuidar de um bebê sozinha, fui morar longe de minha mãe e agora sim tive que aprender como a coisa funcionava da maneira mais eficiente: a prática. Enchi meu peito de orgulho e fui em frente. E caí na primeira pedrinha. Não ter minha mãe por perto para me socorrer quando as coisas estavam fugindo do meu controle me fez perceber o quanto é e difícil ser mãe, ainda mais perfeita. A intenção de ser uma super mãe caiu por terra na primeira birra. Livros, sites, revistas não conseguiram me ensinar o que fazer nas horas mais difíceis. Ser mãe, definitivamente não é algo que possa ser ensinado.
Hoje, não tenho a mínima pretensão de ser uma mãe perfeita. Erro muito e apesar de muitas vezes me culpar mortalmente por esses erros, me perdoo com mais facilidade também. Júlia está em uma fase que, para ela nos desafiar parece ser diversão. Mas não esquento mais a cabeça se um dia ou outro eu não consigo que tudo fique sob meu controle.
E assim vou seguindo, a culpa vai diminuindo com o tempo e vamos aceitando que além de mães, somos seres humanos imperfeitos e que a maternidade é uma das lições mais lindas que a vida podia nos dar para fazer. Se ela será feita com perfeição ou não, pouco importa. O importante é à dedicação com que ela foi realizada.
