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O começo do segundo trimestre foi pra mim a melhor fase. Aquelas cólicas foram embora juntamente com os enjoos. Pareceu mágica, mas eles sumiram justamente quando completei 3 meses de gravidez. Essa fase foi a mais gostosa. Minha barriga já estava suficientemente grande para as pessoas na rua saberem que eu estava era grávida e não fora de forma. Deixei de usar a maioria das minhas roupas nesse momento. Foi também quando comecei a sentir ela se mexer dentro de mim, uma das sensações mais gostosas que já senti. E então começamos a montar o enxoval.
Enxoval
Como bons papais de primeira viagem, faltou planejamento e principalmente um bom controle da compra compulsiva. Compramos várias coisas erradas por serem bonitinhas, coisas que até hoje não sei para que servem, como uma vira manta (se serve para alguma coisa, eu ainda não descobri). Roupas muito grandes, sapatos maiores ainda. Não tínhamos a menor noção do tamanho que um bebê nasce. Conhecem aquela boneca Meu Amor da Estrela? Pois é, eu achava que uma criança nascia daquele tamanho (se fosse, coitadas de nós). Quando chegava em casa com aquelas roupas absurdamente grandes, minha mãe ria muito.
A sorte foi que ela e meu pai se encarregaram de comprar muitos pagãozinhos, roupas pequenas, meias e sapatinhos menores ainda e nos presentear. A família estava muito feliz e ganhamos muitos presentes.
Hoje vejo que seria legal seguir uma listinha de enxoval, rs…. é um ótimo guia na hora das compras. Evita compras em duplicidade ou coisas desnecessárias.
Roupas
Nessa altura do campeonato, eu já não usava nenhuma roupa minha antiga mais, com exceção de algumas batas. Procurei não comprar muitas roupas, pois sabia que não voltaria a usá-las.
Fotos
Usei e abusei das fotos. Tirava a todo momento, em todos os lugares. No banho, na rua, em casa, no serviço…gostaria que ela visse o meu dia-a-dia, como foi esperá-la.
Descobrindo o sexo
Com 5 meses de gravidez, fomos fazer a ultra morfológica e aproveitar para descobrir o sexo do bebê. Eu já sabia que seria uma menina, tanto que me pegava diversas vezes dizendo “minha filha”. E não era porque eu queria, eu simplesmente sentia. Como eu não planejei ficar grávida e isso não estava em meus planos nem nos próximos 5 anos, eu também nunca havia pensando no sexo do bebê. E o exame confirmou. A médica perguntou que nome daríamos sendo menina e menino (o menino nem tinha nome ainda) e logo em seguida nos mostrou. O pai me pareceu feliz. Ele dizia que queria ter uma menina para ser a companheira dele e de fato é.
A escolha do nome
Mesmo antes da confirmação de ser uma menina, eu ficava pensando nos nomes, na maioria das vezes, nomes de meninas. Queria que ela tivesse meu nome, eu gosto dele, acho forte e me inspirou muitas vezes a seguir na vida. Mas queria que fosse o segundo nome na minha casa todo mundo tem dois nomes, eu, minhas irmã e coincidentemente meus pais também). Bem, pensei em:
- Fernanda
-Wendy
-Letícia
O pai queria Suyane (não gostei). E assim foi uma grande batalha. Insisti no Wendy, mas ele disse que era melhor um nome simples e curto. Foi aí que do nada ele disse: “Vamos colocar Júlia então. Júlia Bárbara!” Gostei. No início achei que não combinava, mas com o tempo comecei a gostar. Eu ainda não tinha noção de quantas Júlias nasceriam na mesma época.
