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A cama compartilhada aqui em casa surgiu mais de uma necessidade do que da própria intenção de ter uma cama compartilhada. Júlia, agora com 3 anos, mesmo com seu quartinho com uma mini cama baixinha que ela consegue descer e subir sozinha, só dorme em nossa companhia. Ela dormia com a gente na cama, e logo que adormecia era colocada em seu quarto. Só que ela sempre acordava e voltava chorando pra gente. No começo, todas as vezes que ela ia, levávamos ela no colo de volta para a cama dela, só que em algumas noites, essa peregrinação era repetida 4, 5 e até 6 vezes por noite.
Recém-nascida, eu tinha muita vontade de dormir com ela, mas como tenho o sono muito pesado, morria de medo de deitar por cima dela. Criei a Júlia ouvindo muito a opinião dos outros, mesmo discordando algumas vezes. Mãe de primeira viagem e totalmente inexperiente, confiava piamente na experiência e vivência alheia. Muitos palpites eu acatei e vi como foram bons, outros nem tanto. Familiares e amigos sempre disseram que é ruim para a criança dormir com os pais. Diziam que é ruim para os pais que não possuem mais um momento íntimo e também para a criança que se torna cada vez mais dependente. Nem eu nem minhas irmãs nunca dormimos. Então com a Júlia foi a mesma coisa sempre dormiu em sua cama, mesmo que isso significasse levantar para devolvê-la várias vezes na noite.
Só que depois de várias noites com ela dormindo menos de uma hora na cama dela, conversamos e decidimos testar a cama compartilhada. Pesquisei um pouco na internet e descobri os benefícios da decisão que tomamos mesmo que intuitivamente. Além do que já constaram médicos e pesquisadores, eu vi as mudanças acontecerem em minha própria casa. Júlia dorme melhor, costuma não mais acordar a noite e quando isso acontece, assim que encosta em nós volta a dormir. Ela passou a dormir mais cedo também e acordar com mais disposição. Acorda e agora não dá mais nenhum trabalho para se arrumar para ir à escola. Outra coisa que notei foi o seu humor. Antes sempre acordava chorando, agora é sempre sorrindo. Também acorda por si só, raramente precisamos levantá-la. Seu apetite matinal também melhorou muito. Antes só tomava o leite antes de sair de casa, agora toma o café da manhã completo.
Cama compartilhada, até quando?
Bem, ainda não paramos para pensar nisso. Por enquanto vou curtir muito o cheiro da minha pequena em um dos raros momentos que consigo ficar com ela. Acho que com o tempo, ela mesma vai querer ir para a cama dela. Curtir seu espaço. Vamos pensar nisso futuramente.
Vale lembrar que para ter uma cama compartilhada, o bebê não precisa necessariamente dormir na mesma cama que os pais, pode-se adaptar o berço, uma cama ou colchão próximo o suficiente para que o bebê possa ser tocado e se sentir protegido. Método até muito mais seguro nos primeiros meses de vida.
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